irpt-leoes-treino4A comunidade Paraisópolis pode ser considerada uma localidade com alta densidade populacional de jogadores e conhecedores (admiradores ou não) do Rugby. E isto se justifica pelo trabalho que o Instituto Rugby Para Todos vêm fazendo neste bairro desde junho de 2004, quando foram dadas as primeiras aulas, para uma turma que logo de cara já tinha 60 alunos, inesperadamente para os voluntários que haviam divulgado as atividades nas escolas locais uma semana antes.

Ao todo, desde o início, já são mais de 500 alunos atendidos somente em Paraisópolis. Se pensarmos num bairro com pouco mais de 80 mil habitantes, concluimos ser difícil encontrar, no Brasil, uma densidade de jogadores e conhecedores (simpatizantes ou não, pois o Rugby divide espaço com o futebol) maior do que neste enorme complexo de favelas localizado na zona sul de São Paulo.

Além de fornecer a seus alunos uma formação educacional pautada nos princípios do Rugby e no envolvimento da família, da escola e da comunidade como um todo, uma das frentes que surgiu de forma espontânea, mas chama cada vez mais atenção, é o aparecimento de talentos no esporte. Muitos alunos (e alunas que, aliás, são maioria) estão no projeto desde o início e, assim, têm uma experiência de 6 anos dentro do Rugby, tendo passado por vários professores de nível de seleção brasileira. Outros surgem e parecem ja serem especialistas em algumas posições – talentos natos -, ou seja, além de Paraisópolis ter uma densidade alta de jogadores, tem grande qualidade, pois criou-se praticantes com pouca idade e grande experiência, e ainda com boa formação e acompanhamento psicológico. É raro ver jogadores de 13 anos com 5 anos de Rugby no Brasil. Na Paraisópolis não. Olhos olímpicos para isso.

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