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Veja materia publicada na Revista ESPN de Abril, que fala sobre o Rugby no Brasil. Dentre os diversos temas tratados, o trabalho do Instituto Rugby Para Todos se destaca pela revolução que tem causado dentro de Paraisópolis, umas das maiores favelas de São Paulo.

Confira abaixo trecho da matéria que fala sobre o Projeto:

Também a crença de se tratar de uma modalidade restrita à elite pode ser desconstruída com os frutos do projeto social Rugby para Todos, comandado por Maurício Draghi e Fabrício Kobashi, numa favela de São Paulo, a de Paraisópolis. Iniciado em 2004, o projeto começou com o objetivo de massificar o esporte na base. Logo na primeira atividade, mais de 100 crianças apareceram. Os organizadores passaram a dar aulas diariamente na favela, num terrão conhecido como “campo do Palmeirinha”. Aos poucos, voluntários foram cooptados para ajudar, e a coisa cresceu. Mas, depois das primeiras experiências, Draghi e Kobashi perceberam que a iniciação ao rúgbi só pode vir após uma iniciação esportiva. “Dentro de Paraisópolis, a maioria das escolas públicas não tem nem educação física. Então, a gente às vezes tentava ensinar o try [pontuação máxima do rúgbi], e elas [crianças] não sabiam nem correr coordenadamente”, constatou.
O que mais os surpreendeu, no entanto, foi o interesse da molecada sobre aquele esporte desconhecido. Além do fato de as crianças gostarem do contato físico, Draghi considera que o rúgbi tem um perfil mais democrático. “Atrai aqueles que não dão para o futebol, o gordinho que é sempre o último a ser escolhido, que não tem tanta habilidade.” Mesmo com a atual proposta de ser uma ferramenta educacional pelo esporte, o projeto consegue revelar jovens com potencial para o rúgbi de alto rendimento: dois clubes de São Paulo absorvem os atletas indicados para testes.
Em 2010, depois de receber apoio do município, o programa permitirá o atendimento a 400 crianças, em vez de apenas 100. Se Draghi consegue viver disso? Aos risos, ele responde: “Não. Estou morrendo disso”.

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